A Ordem de Mérito vai rolando, e chegou a altura de fazer o habitual resumo e lançar algumas previsões, aproveitando os 4 torneios já realizados que culminaram com o fecho do Opening Swing e com a abertura do Trip Swing.

Tal como em anos anteriores, a luta tem sido renhida, com muita animação e participação.

O calendário voltou este ano aos campos tradicionais nos últimos anos, com o PGA Aroeira 1 a abrir a época, seguido do Penha Longa (uma excelente adição nestes últimos anos), e com paragem depois em Óbidos, no sempre espetacular, Royal Óbidos. Estes 3 primeiros torneios fecharam o Opening Swing, onde o domínio esteve do lado do campeão em título, Rui Pedro Palma, que quis demonstrar aos restantes que o título conquistado não parece ser o único nestes próximos anos.

A época continuou, abrindo mais um “Swing”, o Trip Swing, no qual se insere a mítica viagem tigresca, mas não sem antes fazer um regresso a um dos melhores campos atuais, o Montado. Os desafios golfísticos foram elevados e as condições atmosféricas permitiram aos participantes desfrutar destas jornadas sem grandes incómodos.

Mas vamos à competição e aos melhores e piores momentos e destaques desta primeira parte da época, analisando algumas categorias que surgiram até à data.

O INEVITÁVEL

É de facto inevitável não falar de Rui Pedro Palma, o campeão em título e grande dominador desta primeira parte da época.

Tem demonstrado muita solidez no seu jogo e nem mesmo as picardias que vão surgindo parecem afetar o “Rei do Condomínio”. Será um “osso” muito duro de roer até final da época.

AS SURPRESAS

Em destaque pela positiva surgem dois nomes que não são propriamente rookies, já que no seu “cadastro” levam 3 títulos de OM. São eles Diogo Mexia de Almeida (2) e José Maria Magriço (1), que parecem ter ressuscitado e apresentaram um golfe bastante interessante e competitivo que os coloca na corrida por mais um título.

E se Mexia de Almeida teve fulgor inicial mas depois foi perdendo um pouco o gás, já Magriço tem demonstrado muita consistência, na qual tirou mesmo um 1º lugar no difícil Royal Óbidos, assumindo-se como o grande rival do momento para Palma.

OS CANDIDATOS

Nesta categoria incluimos para já os habituées António Mendonça Alves e Gonçalo Sequeira Braga, aos quais se juntam Helder Machado e Tomás Moreno. Este último, animado talvez pela capitania da equipa na Rai’ da Cup, quer demonstrar aos seus “pares” que também será uma escolha forte para a defesa do título dessa competição e tem-no demonstrado com algumas boas exibições a fazer lembrar outros tempos onde marcava presença regular no topo das tabelas.

Também Helder Machado parece ter regressado ao seu melhor golfe, após ter conseguido encontrar o Osteopata correto para endireitar de vez o seu swing e conseguir bater na bola sem repercussões físicas. Com um jogo curto temível, Machado entra assim na órbita dos lugares cimeiros.

OS HISTÓRICOS

Neste lote enquadramos aqueles que já podem “cantar de galo”, pois ninguém lhes tira os títulos já conquistados. No entanto, e apesar de ainda não terem demonstrado esta época o seu potencial, são sempre uma ameaça. São os casos de Francisco Castro e Almeida, Frédéric Denecker, Rodrigo Trocado e João Pedro Andrade.

Neste lote de jogadores, Almeida é o que está melhor posicionado e que para já poderá chegar mais alto na classificação. Segue-se o campeão de 2024, Rodrigo Trocado, que apesar da sua posição atual fora do Top 10, nunca pode ser considerado uma “carta fora do baralho”, como o demonstrou precisamente no ano do seu título quando veio de trás para uma segunda metade de época brilhante.

Já Denecker e Andrade terão de agarrar-se ao jogo se querem chegar pelo menos ao top 15.

OS DESAPARECIDOS

Uns mais que outros, mas a verdade é que os que estão neste lote têm andado perdidos “na selva quotidiana”, e o seu golfe ressentiu-se: Duarte Sousa Coutinho, Rodrigo Sousa Teixeira e Francisco Pinto Barbosa são o espelho de jogadores “ausentes” que todos gostavam de ver mais nos fairways.

Será que conseguiremos ainda este ano ver o regresso destes ícones à competição tigresca?

OS ASPIRANTES

Não são rookies e parecem querer desafiar o status quo tigresco, fruto de boas performances que se preparam talvez para os lançar de vez para a ribalta. São os casos de João Costa Macedo, Miguel Assis e Paulo Lopes, este último com vitória no IV OM. Será que assumirá de vez o Tigre que tem em si em detrimento do “engenheiro civil”?

O caminho para o topo não é fácil, mas a ambição essa ninguém lhes tira.

AS DESILUSÕES

Como em qualquer modalidade, alguns estão na mó de cima, mas outros estão na mó de baixo. Neste capítulo encontramos Francisco Trocado, que teima em conseguir levar para o campo o que treina afincadamente em casa no seu simulador… o rookie Nuno Costa Alemão, que teima em não apresentar o golfe que lhe deu títulos noutros clubes… e Bento Louro, o guru e mago que parece só sabe mesmo é dar bons conselhos aos outros…

OS ÚLTIMOS

São 8 os tigres com menos de 10 pontos ao final destas 4 jornadas. Alguns só com uma participação, outros com duas…Quem escapará ao “troféu indesejado” no final da época? Tocará o coração destes tigres para elevar a sua honra e lutar por lugares mais reluzentes?

NEXT 4

O Trip Swing ruma à Tiger Trip, com destino em Salamanca, pelo que a tigragem terá oportunidade para reforçar o seu estatuto nesta competição. A terminar este swing, a competição visitará o clássico Quinta do Perú, ao que se seguirá o Summer Swing, uma jornada dupla repartida entre o mês de “banhos”, com partidas no novíssimo campo Terras da Comporta Dunas em julho e o enigmático Praia d’El Rey em setembro, no regresso aos fairways após a pausa veranil.

Quatro deslocações distintas, que colocarão os tigres à prova e trará concerteza muita competição e animação.

Voltaremos em setembro para fazer este apanhado e ver quem estará em melhor posição para atingir a “imortalidade” e fazer história no clube em mais um ano de grande competição.