Fechados os 3 primeiros Swings (Opening, Trip e Summer), e com 1 torneio do Closing já realizado, é tempo de “contar espingardas”, fazer um resumo e lançar as últimas previsões e expetativas para o que falta desta época golfística na Ordem de Mérito.

Desde o último Power Rank, a comitiva tigresca foi a Valência para a Tiger Trip, seguindo-se as já habituais deslocações “à margem Sul do Tejo”, à Quinta do Perú e Troia, passando ainda pelo magnífico Praia d’El Rey num regresso ao Oeste, e terminando esta sequência no major Open Cannonballs na Beloura. Ainda no final de setembro, houve lugar à mítica Rai’ da Cup, que trouxe de novo boas memórias. Os desafios foram muitos, os campos apresentaram-se genericamente em boas condições, e as condições meterológicas também se apresentaram agradáveis em todos os momentos.

Restam 2 torneios da Ordem de Mérito por jogar, o Campeonato do Clube que foi reagendado para inicio de novembro, fase final da Taça e ainda a Final do Teams Championship. Muitas e boas razões para continuar a aparecer, jogar, participar e acompanhar o desenvolvimento das várias competições do clube.

Mas vamos à competição principal, a Ordem de Mérito, aquela que move e junta mensalmente a tigragem para ver o que nos trouxe até aqui e qual será o desfecho final.

OS CANDIDATOS

O “grupo da frente” tem-se mantido constante, com os 4 jogadores mais regulares a destacarem-se dos restantes e a prometerem um final emocionante, sendo eles Rui Pedro Palma, João Ivo de Carvalho, Rodrigo Trocado e Gonçalo Sequeira Braga.

E se nos primeiros torneios Ivo de Carvalho demonstrou mais acerto, a verdade é que Palma rapidamente tomou a liderança e tem consolidado com uma performance de assinalar, como se pode atestar pelos piores dois resultados que são um 9º e um 7º, e contando os restantes resultados com 5 subidas ao pódio (2 terceiros, 2 segundos e 1 vitória). E não é que Ivo de Carvalho tenha estado mal, pois sem nenhum resultado fora do top 10, não se pode dizer que o capitão vitorioso da Rai’ da Cup não tenha a ambição de repetir o feito de 2014… Palma é que tem estado irrepreensível e sem deixar qualquer margem para os seus mais diretos adversários.

Menos consistentes, mas ainda na luta e com esperança de que aquela situação de perda de título no último putt se possa agora reverter, Trocado e Sequeira Braga procuram manter o seu sonho ainda vivo.. mas o aclamado “Rei do Condomínio” tem de facto dado poucas “abébias”.

AS SURPRESAS

Nesta categoria cabe Pedro Trinité, que após intermitência nos torneios iniciais parece ter encontrado o seu “swing” e luta não só pelo seu grande objetivo (chegar ao handicap 18) mas também por um Top 5 na Ordem de Mérito, ou quem sabe, um lugar no pódio aproveitando algum deslize dos dois imediatamente à sua frente – Trocado e Sequeira Braga.

Também o Guru, Bento Louro, se apresenta como surpresa, não tanto pela classificação mas pela participação, pois todos sabemos bem da sua habilidade e skills “mágicos” para trazer resultados. Aliás, não fosse alguma intermitência nas suas participações, e estaria concerteza a lutar ombro a ombro com Palma, já que das 5 vezes que apareceu, apenas 1 ficou de fora do Top 6.. poderá Louro ainda recuperar nos torneios que ainda faltam?

OS TITULADOS

Ainda no Top 10 encontramos outros dois tigres com títulos recentes na OM, o belga Frédéric Denecker (2023) e João Pedro Andrade (2018), que apesar de consistências abaixo dos seus pergaminhos, continuam a demonstrar que irão lutar até ao fim.

OS ASPIRANTES

Deste grupo que mencionámos na primeira parte da época ganha no destaque João Costa Macedo, que de “mansinho” vai subindo na classificação e se encontra já à porta do Top 10. Será que este será o ano de afirmação? Quanto a Miguel Assis, o fogo inicial foi-se apagando e não tem demonstrado em resultados aquilo que aparenta ter no “saco”. Já Gonçalo Correia Neves, após brilhar no Oeste não mais voltou à ribalta, nem mesmo no seu “quintal” mais recente, a Beloura, onde foi Rei e Senhor nas últimas duas edições mas onde este ano ficou sem fôlego. Veremos onde terminará este trio que muito promete mas teima em “entregar”..

AS (DES)ILUSÕES

Alguns desiludem.. outros iludem… ou são iludidos pela esperança. Assim têm estado António Mendonça Alves e Francisco Trocado que andam a “braços” com a luta interminável do seu “golfista interior” na busca incessante pela luz que os ilumine na arte de bater naquela bola pequenina. Só nos resta suspirar e desejar que rapidamente encontrem o que procuram..

OS ÚLTIMOS

Quarenta e três tigres (43) já compareceram (ou se inscreveram) para torneios na edição deste ano da OM, e alguém tem de ficar em último.. mas não seria de esperar encontrar Tomás Moreno e Rodrigo Sousa Teixeira nessa posição. Talvez possam aproveitar as últimas deslocações e o facto do Masters pontuar a dobrar para escapar ao título menos desejado.

LAST TWO

Com 2 torneios apenas para disputar, o X OM no PGA Aroeira 1 e o XI OM – The Masters na Quinta da Marinha, a Ordem de Mérito está ao rubro e muito ainda existe porque lutar, pelo que se esperam duas grandes competições e um final emocionante, como sempre.