Regresso 100% por cento vitorioso para o campeão em título, Rui Pedro Palma, que não dá tira o “pé do acelerador” e começa a “cavar um fosso” ainda com dois torneios passados. Foi num belíssimo dia de inverno, daqueles que se contam pelos dedos de uma mão os que auguram lisonjear os locais e visitantes deste campo da Serra de Sintra, mais habituados a vivenciar a neblina, vento e ocasionalmente, a chuvinha caracteristica da região. Mas foi precisamente o contrário que aconteceu, com a tigragem a ser brindada com um dia imaculado, fosse para a prática da modalidade, ou até mesmo só para “passear” nos verdejantes prados do Penha Longa Resort.

O campo, esse, também se apresentou em muito boas condições, não esquecendo o “comboio de tempestades” que assolou o país e dificultou em muito a tarefa de manutenção aos campos de golfe.

Foi assim perante estas condições “idílicas” que os Tigres puderam regressar ao ativo, ávidos que estavam de voltar a competir e também ao sempre bem disposto convívio antes, durante e pós a competição.

Competição essa que uma vez mais ficará na memória do campeão em título, que parece não querer largar as mãos do troféu, demonstrando enorme solidez e consistência que deixam o resto do field a questionar se Rui Pedro Palma terá “caído no caldeirão”, tal e qual Óbelix… Palma repete assim a dose da primeira OM e toma de “assalto” a liderança da Ordem de Mérito deixando antever grande dificuldade aos perseguidores.

Em grande destaque nesta edição esteve o mano Mexia, aquele que já tem dois títulos no bolso (Diogo), demonstrando que não foram obra do ocaso e que poderá estar de volta aos grandes palcos. Com um início fulgurante (birdie, duplo, birdie), Diogo Mexia de Almeida parecia caminhar para uma pontuação “Costeira”… mas o vislumbre foi cedo embora e terminou com “apenas” 34 pontos.

À sua frente terminaram Sequeira Braga e Ivo de Carvalho, demonstrando que também estão de volta às grandes “leads”, e prontos para tentar dar luta a Palma.

O grande destaque deste II torneio da OM foi para o facto de apenas 5 jogadores terem logrado ultrapassar a barreira dos 30 pontos… claramente as tempestades fizeram estragos, não só nos campos mas também nos “swings” dos jogadores que sem possibilidade de treino perderam o ritmo golfístico.. Foram vários os “pesos-pesados” a apresentar pontuações menos condizentes: não só os titulados Rodrigo Trocado, António Mendonça Alves e João Pedro Andrade, como outros experientes jogadores como Francisco Trocado, Francisco Sequeira Braga e Bento Louro.

O Top 5 Net ficou assim ordenado:

  1. Rui Pedro Palma | 38 pts
  2. João Ivo de Carvalho | 37 pts
  3. Gonçalo Sequeira Braga | 35 pts
  4. Diogo Mexia de Almeida | 34 pts
  5. Tomás Moreno | 33 pts

Na classificação Gross, regresso de Sequeira Braga à liderança, mostrando assim a Palma que terá um adversário mais alerta para este ano. E não muito longe também João Ivo de Carvalho, elevando assim o nível desta competição. Também aqui alguns ícones golfísticos se apresentaram uns furos abaixo, casos de Bento Louro (20), Francisco Trocado (18), Rodrigo Trocado (17), Francisco Sequeira Braga (15) e Nuno Costa Alemão (15).

O Top 5 Gross ficou assim ordenado:

  1. Gonçalo Sequeira Braga | 30 pts
  2. Rui Pedro Palma | 29 pts
  3. João Ivo de Carvalho | 28 pts
  4. António Mendonça Alves | 21 pts
  5. Tomás Moreno | 20 pts

Quanto aos prémios especiais houve repetição do feito de Sequeira Braga (Francisco), desta vez por João Ivo de Carvalho, que demonstrou ter a perícia afinada, quer no Longest Drive quer no Nearest the Pin, arrebatando assim os dois prémios.

Mas nem só de competição se vive nos torneios tigrescos, e metade do field foi a seguir para a nova “coqueluxe” do clube, a “sede” COWORK CASCAIS, onde em enorme cavaqueira se discutiu o futuro do mundo e da humanidade, sempre bem regado com boas “pingas” e muito bem acompanhado de uma picanha au-point, devidamente presenteada pelo anfitrião Diogo Mexia de Almeida e melhor cozinhada pelo chef Cocas. Fosse esta uma comitiva carioca, não teria faltado o tradicional feijão e arroz no acompanhamento deste manjar “dos deuses”. Apenas pormenores numa etapa que só terminou já perto das oito da noite.

Parabéns aos vencedores e haja mais convívios destes.