Quadro Eliminatórias Final | 09mar2026 | Quinta do Perú | Bento Louro vs António Mendonça Alves: 3&2

Como qualquer boa competição em Portugal, a Taça do Clube 2025 terminou… apenas em 2026, no passado domingo, 9 de março, no icónico campo da Quinta do Perú.

A final tinha-se jogado inicialmente em janeiro nos Oitavos, mas foi daqueles jogos em que os dois jogaram demasiado bem para que alguém merecesse perder, pelo que na altura, após o respetivo empate no final dos 18 buracos regulares, os finalistas tivessem decidido que a haver um vencedor teria se ser num re-match, ou seja, numa nova segunda volta, já que um playoff seria sempre amargo. E assim foi, com uma decisão unilateral, estes dois “pesos pesados” do golfe tigresco e do golfe nacional lá decidiram que a Taça iria ser decidida numa finalissima.

Passados quase 2 meses, e após muita água e vento que assolou o nosso país e que deixou muitos campos impraticáveis, os finalistas lá tiveram a sua aberta e a oportunidade para levar avante a tão desejada Finalissima.

O palco para este evento único e inesperado na história do clube foi a Quinta do Perú, que apesar das chuvadas que têm assolado o país, estava em boas condições para este duelo final.

O jogo começou bem para o Mendonça Alves, que cedo fica 3 Up, e começa a pensar (ingenuamente) que a coisa estaria mais ou menos encaminhada. Gravíssimo erro de avaliação, não só nesta modalidade, mas sobretudo neste formato (matchplay). Após o arranque fulminante de Mendonça Alves (com vitória logo nos 3 primeiros buracos), Louro estanca a “hemorragia”a aguenta o ímpeto de Alves até aos 2 últimos buracos da primeira volta, onde com dois excelentes Pares reduz a desvantagem para 1 Down e fecha assim a primeira volta com a desvantagem mínima.

Na segunda volta muda a história, com Louro a eliminar a vantagem de Alves logo no 10º buraco e a deixar tudo em aberto para os 8 buracos que faltavam.

O Bento, como o grande jogador que é, começou a recuperar buraco a buraco e, quando terminámos o 10, estava tudo empatado.

Atrapalhado, Mendonça Alves ainda consegue ter um rasgo de inspiração no Par 3 buraco 11 deixa a bola a pouco mais de metro e meio para birdie, dentro dos 3 metros de Bento, que falha o birdie e volta a ficar a perder pela margem mínima.

O match parecia voltar de feição a Mendonça Alves, que no buraco seguinte, mete o drive no meio do fairway. Bento, com aquele drive-canhão bem conhecido, puxa um bocadinho a bola… que acaba por encontrar o lago à esquerda, já bem lá à frente. Perante este cenário, Mendonça Alves volta a “sonhar” com o match resolvido…Mais um erro crasso deste icónico jogador, pois apesar de deixar a bola no green em duas, esta fica longe da bandeira. Bento faz o seu característico “shot do bigode” (ao estilo milagre), e deixa a bola a pouco mais de um metro da bandeira para fechar o buraco com Par. A tremideira começa e Alves não consegue melhor que o pesadelo de 3 putts para perder o buraco e a vantagem.

Destruido mentalmente, Mendonça Alves perde completamente o seu “momento” e não consegue fazer mais qualquer Par nos buracos seguintes, contra um sólido Par-Bogey-Par-Bogey de Bento, que fecha o match com toda a autoridade no 16 com um expressivo 3&2.

Uma luta titânica, a qual valeu a pena esperar e ter ficado resolvida nesta segunda “etapa”, demonstrando acima de tudo o espírito essencial deste jogo, o saber ganhar e perder. Grande jogo, grande final e grandes jogadores.

Parabéns aos 2 e sobretudo ao Bento Louro que conquista assim o seu primeiro título no clube.

#Temostaca